Missão: Casa de Misericórdia, com o objetivo de acolher, direcionar e reintegrar Adolescentes, Jovens e Adultos na Sociedade.
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sexta-feira, 29 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
Palavra do Fundador!
O DIA EM QUE JESUS CHOROU “Jesus chorou” (Jo 11,35)
Caro embaixador(a) da solidariedade, a perícope que escolhemos para iniciar nossa reflexão é, sem dúvida, o menor versículo da Bíblia. Revela no entanto, um alto teor teológico: a profunda humanidade da pessoa de Jesus. Este texto evidencia a admirável sensibilidade do homem que ama seus amigos e se emociona com a dor e o sofrimento provocados pela morte de Lázaro. É daqui que nasce o carisma da Fazenda da Solidariedade São Francisco de Assis.
Na sequência dramática do relato ambientado em Betânia, João, por três vezes, destaca que Jesus se comove e chora, manifestando profunda emoção pela morte de Lázaro. Recordo aqui o dia em que a Paróquia São Sebastião e a Família Solidária chorou por verem tantas famílias sofrendo com seus dependentes químicos. Hoje tentamos amenizar um pouco esta dor, resgatando e curando as feridas abertas por uma sociedade desumana, excludente, e por que não dizer, uma sociedade que gera multidões de famintos, deixados à margem do grande giro econômico, excluídos do bem comum.
E por que Jesus chora? Não estava Ele imbuído de confiança, cônscio de que o amigo apenas dormia e que seria capaz de despertá-lo (v.11)? Embora Jesus veja na doença de Lázaro uma oportunidade de Deus devolver-lhe a vida. Não é este o nosso carisma?
Maria, irmã de Lázaro, proferiu a mais bela verdade: “SENHOR, SE ESTIVESSEIS AQUI, MEU IRMÃO NÃO TERIA MORRIDO” (v.32).
Maria, irmã de Lázaro, proferiu a mais bela verdade: “SENHOR, SE ESTIVESSEIS AQUI, MEU IRMÃO NÃO TERIA MORRIDO” (v.32).
Para isso Jesus veio ao mundo: redimir, por amor, o gênero humano e libertá-lo do mal. O homem não foi feito para morrer. Mas Jesus também sabe que a vida que devolve a Lázaro não é definitiva. A vida nova que veio trazer, e que jamais há de se extinguir, apenas se manifestará após Ele mesmo padecer o suplício da paixão e entregar sua vida na cruz em resgate da humanidade. Somente o Cristo, divino e humano, poderia, solidariamente, chorar as dores da criação inteira, e também a nossa que suspiramos pela redenção do nosso corpo (Rm 8,22 s.). A Páscoa transmuda o choro na alegria da caridade que levou Jesus ao dom de sua vida.
Conforme a profecia de Isaías (65,19), na nossa Fazenda da Solidariedade, com nossos filhos resgatados, não se tornará a ouvir choro nem lamentações. Porque, “onde quer que Deus chore, enxugaremos suas lágrimas”.
__________________________Pe. Valdo
Palavra do Fundador!
EVANGELIZAR COM A BELEZA
Assim diz Luci Rosendo: “Antes de chegar à comunidade terapêutica sempre mexi com estética, moda e designer”. Mas na Fazenda da Esperança tive uma descoberta pessoal imensa de que Deus é o belo e isso mudou meu conceito de beleza e harmonia, consequentemente, olhei diferente para o processo de recuperação dos jovens.
Imagina se um jovem que chega para se recuperar entra em nossa casa que não tenha beleza que esteja toda suja e o jardim cheio de pedra e tudo seco, como ele se sentiria?
A harmonia ajuda a viver em equilíbrio. Por outro lado de nada adianta ter uma casa bonita, com um jardim lindo, um belo pomar, móveis bons se o coração dos responsáveis pelos jovens não está bem. O que os recuperantes e visitantes vão encontrar? Ou se tem tudo isso e não deixam usar por medo de estragar.
Por isso entendi que a harmonia deve ser um serviço, para servir, acolher aqueles que chegam, um recuperante, uma visita, uma família ou um voluntário. Então a harmonia em nossa vida só vale quando vivemos o desapego e o serviço ao próximo.”
A Fazenda da Solidariedade São Francisco de Assis é uma comunidade que ainda não tem como se orgulhar de sua harmonia e de uma bela construção pelo motivo de estarmos construindo o projeto arquitetônico da Cidade Solidária e todos nós sofremos por ainda não ter cumprido este objetivo. Hoje adaptamos o casarão da Fazenda para atendermos 6 jovens. Com a construção da Cidade Solidária (6 a 8 milhões de Reais) com capacidade de atendermos 60 jovens por ano, realizaremos nossos objetivos.
Para a Fazenda da Solidariedade se nossa comunidade não estiver adequada não há motivos para se sentir bem. Mas se Deus quiser não vai ficar assim por muito tempo.
Todos precisam saber que nossa obra é católica visando o resgate da vida e a dignidade do ser humano e que, portanto, não fazemos acepção de pessoas e de nenhum
credo, todos são acolhidos. O que insistimos é que para eles viverem a sobriedade precisarão continuar amando. E que Jesus não vai perguntar no juízo final se éramos judeus, mulçumanos, católicos, evangélicos ou ortodoxos. As perguntas serão sobre o amor (cf. Mt 24, 40 – 25, 30).
credo, todos são acolhidos. O que insistimos é que para eles viverem a sobriedade precisarão continuar amando. E que Jesus não vai perguntar no juízo final se éramos judeus, mulçumanos, católicos, evangélicos ou ortodoxos. As perguntas serão sobre o amor (cf. Mt 24, 40 – 25, 30).
Queridos filhos, Não esqueçam, nosso Carisma é resgatar vidas, recuperando dependentes químicos de qualquer ordem, somente pelo amor através da espiritualidade, da família e do trabalho digno. “Onde quer que Deus chore, enxugaremos suas lágrimas”.
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Pe. Valdomiro Soares Machado (Frei Valdo)
Pe. Valdomiro Soares Machado (Frei Valdo)
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Um dia, uma pequena abertura apareceu num casulo. Um homem sentou e observou a borboleta pôr várias horas, conforme ela se esforçava para fazer com que seu corpo passasse através daquele pequeno buraco.
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
O homem então decidiu ajudar a borboleta: Ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observá-la, porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos Ter sido . Nós nunca poderíamos voar .
Então pareceu que ela havia parado de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe que podia, e não conseguia ir mais.
O homem então decidiu ajudar a borboleta: Ele pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta então saiu facilmente. Mas seu corpo murcho, era pequeno e tinha as asas amassadas. O homem continuou a observá-la, porque ele esperava que, a qualquer momento, as asas dela se abrissem e esticassem para serem capazes de suportar o corpo que iria se afirmar com o tempo.
Nada aconteceu! Na verdade, a borboleta passou o resto de sua vida rastejando com um corpo murcho e asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar. O que o homem, em sua gentileza e vontade de ajudar não compreendia, era que o casulo apertado e o esforço necessário à borboleta para passar através da pequena abertura era o modo pelo qual Deus fazia com que o fluido do corpo da borboleta fosse para as asas, de forma que ela estaria pronta para voar uma vez que estivesse livre do casulo.
Algumas vezes o esforço é justamente o que precisamos em nossa vida. Se Deus nos permitisse passar através de nossas vidas sem quaisquer obstáculos, ele nos deixaria aleijados. Nós não iríamos ser tão fortes como poderíamos Ter sido . Nós nunca poderíamos voar .
Nossa Missão!
Tudo que planejamos está inserido num projeto maior: o da Solidariedade.
Mas, afinal, o que significa realmente a solidariedade? Entendemos que ela não é apenas a ajuda ao próximo no momento de necessidades; ela é muito mais: é sentir com o outro; é colocar-se no lugar do outro, é abrir o coração para o outro, é apoiar e acolher; é exercitar o dom maior do Amor.
E o que é apoiar? É estender a mão, é oferecer o ombro amigo, é sustentar de pé aquele irmão que, num momento da fraqueza de sofrimento, ameaça cair.
E acolher? È receber á abrir os braços é amar e respeitar o nosso próximo, sem importar qualquer tipo de rotulação.
Enfim, todo o nosso projeto, nossa meta, nosso objetivo maior é simplesmente cumprir o mandamento que nos deu o nosso amado Mestre Jesus; “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
O que seria, pois, esta casa? Seria um porto, um oásis, um cais onde aqueles que já deixaram as drogas e lutam contra a abstinência pudessem encontrar ajuda.
Como? Através de orientação psicológico, espiritual, terapia ocupacional, oficinas de diversos tipos.
Toda nossa ação deve ter uma meta e uma delimitação.
A nossa ação é o que foi explicado e os limites dessa ação seria o nosso público alvo: jovens a partir dos 18 anos e adultos até os 50 anos. Isso porque não podemos abraças o mundo. Bem sabemos das necessidades da infância, da adolescência e da velhice. Entretanto, se delimitamos a nossa ação à uma faixa etária é exatamente porque não podemos fazer tudo.
E o que será essa casa? Será uma casa para acolher e apoiar pessoas em processo de abstinência.
O que é abstinência? È o estado do organismo dependente de algumas drogas, como álcool, cigarro, maconha, cocaína, LSD (ácido lisérgico), comprimido de êxtase ou anfetamina, etc. e que fica sem ela.
A abstinência é um período de extrema fragilidade, é como andar em uma corda-bamba. A qualquer momento, o sujeito pode cair. Por quê? Porque sem a droga da qual o indivíduo depende, orgânica e psicologicamente, o organismo se ”desorganiza” entra em desequilíbrio. O cérebro todo o corpo e a vontade “suplicam” pela droga.
Uma contrariedade, uma preocupação, um sentimento de rejeição, uma situação de estresse podem levar a pessoa novamente para a droga. Por isso esse período é tão sério e requer de todos nós uma ajuda ampla e profunda.
Não pretendemos discutir aqui os motivos que levam à ingestão de drogas, mas temos de deixar bem claro que alguma outra coisa, alguma outra atividade, algum outro sentimento, ou mesmo vocação, deverão substituir o droga.
Terminamos com as palavras de Santa Catarina de Sena: “Deus está encarnado em seu semelhante para que você se aproxime dele e lhe dê provas de seu amor”.
E lembremos-nos: não nos cabe, jamais, julgar, mas apenas amar.
Fazemos nossas as palavras de Charles Singer: “Minhas mãos, vou vesti-las de paz, para distribuir perdão sem medida”.
“Onde quer que Deus chore, enxugaremos suas lágrimas”.
Frei Valdo
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