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terça-feira, 19 de abril de 2011

Palavra do Fundador!

O DIA EM QUE JESUS CHOROU “Jesus chorou” (Jo 11,35)
Caro embaixador(a) da solidariedade, a perícope que escolhemos para iniciar nossa reflexão é, sem dúvida, o menor versículo da Bíblia. Revela no entanto, um alto teor teológico: a profunda humanidade da pessoa de Jesus. Este texto evidencia a admirável sensibilidade do homem que ama seus amigos e se emociona com a dor e o sofrimento provocados pela morte de Lázaro. É daqui que nasce o carisma da Fazenda da Solidariedade São Francisco de Assis.
Na sequência dramática do relato ambientado em Betânia, João, por três vezes, destaca que Jesus se comove e chora, manifestando profunda emoção pela morte de Lázaro. Recordo aqui o dia em que a Paróquia São Sebastião e a Família Solidária chorou por verem tantas famílias sofrendo com seus dependentes químicos. Hoje tentamos amenizar um pouco esta dor, resgatando e curando as feridas abertas por uma sociedade desumana,  excludente,  e  por  que  não dizer, uma sociedade que gera multidões de famintos, deixados à margem do grande giro econômico, excluídos do bem comum.
E por que Jesus chora? Não estava Ele imbuído de confiança, cônscio de que o amigo apenas dormia e que seria capaz de despertá-lo (v.11)? Embora Jesus veja na doença de Lázaro uma oportunidade de Deus devolver-lhe a vida. Não é este o nosso carisma?
Maria, irmã de Lázaro, proferiu a mais bela verdade: “SENHOR, SE ESTIVESSEIS AQUI, MEU IRMÃO NÃO TERIA MORRIDO”  (v.32).
Para isso Jesus veio ao mundo: redimir, por amor, o gênero humano e libertá-lo do mal. O homem não foi feito para morrer. Mas Jesus também sabe que a vida que devolve a Lázaro não é definitiva. A vida nova que veio trazer, e que jamais há de se extinguir, apenas se manifestará após Ele mesmo padecer o suplício da paixão e entregar sua vida na cruz em resgate da humanidade. Somente o Cristo, divino e humano, poderia, solidariamente, chorar as dores da criação inteira, e também a nossa que suspiramos pela  redenção   do  nosso  corpo  (Rm 8,22 s.). A Páscoa transmuda o choro na alegria da caridade que levou Jesus ao dom de sua vida.
Conforme a profecia de Isaías (65,19), na nossa Fazenda da Solidariedade, com nossos filhos resgatados, não se tornará a ouvir choro nem lamentações. Porque, “onde quer que Deus chore, enxugaremos suas lágrimas”.
__________________________Pe. Valdo

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