Tudo que planejamos está inserido num projeto maior: o da Solidariedade.
Mas, afinal, o que significa realmente a solidariedade? Entendemos que ela não é apenas a ajuda ao próximo no momento de necessidades; ela é muito mais: é sentir com o outro; é colocar-se no lugar do outro, é abrir o coração para o outro, é apoiar e acolher; é exercitar o dom maior do Amor.
E o que é apoiar? É estender a mão, é oferecer o ombro amigo, é sustentar de pé aquele irmão que, num momento da fraqueza de sofrimento, ameaça cair.
E acolher? È receber á abrir os braços é amar e respeitar o nosso próximo, sem importar qualquer tipo de rotulação.
Enfim, todo o nosso projeto, nossa meta, nosso objetivo maior é simplesmente cumprir o mandamento que nos deu o nosso amado Mestre Jesus; “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei”.
O que seria, pois, esta casa? Seria um porto, um oásis, um cais onde aqueles que já deixaram as drogas e lutam contra a abstinência pudessem encontrar ajuda.
Como? Através de orientação psicológico, espiritual, terapia ocupacional, oficinas de diversos tipos.
Toda nossa ação deve ter uma meta e uma delimitação.
A nossa ação é o que foi explicado e os limites dessa ação seria o nosso público alvo: jovens a partir dos 18 anos e adultos até os 50 anos. Isso porque não podemos abraças o mundo. Bem sabemos das necessidades da infância, da adolescência e da velhice. Entretanto, se delimitamos a nossa ação à uma faixa etária é exatamente porque não podemos fazer tudo.
E o que será essa casa? Será uma casa para acolher e apoiar pessoas em processo de abstinência.
O que é abstinência? È o estado do organismo dependente de algumas drogas, como álcool, cigarro, maconha, cocaína, LSD (ácido lisérgico), comprimido de êxtase ou anfetamina, etc. e que fica sem ela.
A abstinência é um período de extrema fragilidade, é como andar em uma corda-bamba. A qualquer momento, o sujeito pode cair. Por quê? Porque sem a droga da qual o indivíduo depende, orgânica e psicologicamente, o organismo se ”desorganiza” entra em desequilíbrio. O cérebro todo o corpo e a vontade “suplicam” pela droga.
Uma contrariedade, uma preocupação, um sentimento de rejeição, uma situação de estresse podem levar a pessoa novamente para a droga. Por isso esse período é tão sério e requer de todos nós uma ajuda ampla e profunda.
Não pretendemos discutir aqui os motivos que levam à ingestão de drogas, mas temos de deixar bem claro que alguma outra coisa, alguma outra atividade, algum outro sentimento, ou mesmo vocação, deverão substituir o droga.
Terminamos com as palavras de Santa Catarina de Sena: “Deus está encarnado em seu semelhante para que você se aproxime dele e lhe dê provas de seu amor”.
E lembremos-nos: não nos cabe, jamais, julgar, mas apenas amar.
Fazemos nossas as palavras de Charles Singer: “Minhas mãos, vou vesti-las de paz, para distribuir perdão sem medida”.
“Onde quer que Deus chore, enxugaremos suas lágrimas”.
Frei Valdo
Nenhum comentário:
Postar um comentário